Letramento não é um gancho em que se pendura cada som enunciado, não é treinamento repetitivo de uma habilidade, nem um martelo quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão é leitura à luz de vela ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente, o tempo, os artistas da TV e mesmo Mônica e Cebolinha nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito, uma lista de compras, recados colados na geladeira, um bilhete de amor; telegrama de parabéns e cartas de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos, sem deixar sua cama, é rir e chorar com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo, sinais de trânsito, caças ao tesouro, manuais, instruções, guias, e orientações em bulas de remédios, para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo, um mapa do coração do homem, um mapa de quem você é, e de tudo o que você pode ser. Criado por: Kate M. Chong – estudante norte-americana, de origem asiática. *SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3 Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009
"Era uma vez um menino bem pequenino que foi para a escola pela primeira vez. A escola era bem grande e isso deixava-o um pouco inseguro. Uma manhã a sua professora disse: - Hoje vamos fazer um desenho. O menino gostava muito de desenhar e podia fazer todo o tipo de desenhos, leões, tigres, galinhas e vacas, comboios e barcos. Pegou então na sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: - Esperem! Não comecem ainda. E o menino esperou até que todos estivessem preparados. - Agora, disse a professora, vamos desenhar flores. Que bom, pensou o menino, pois gostava muito de desenhar flores, com o lápis vermelho, laranja e azul. Mas a professora disse: - Esperem. Vou mostrar-vos como se faz, e desenhou uma flor no quadro. Era uma flor vermelha com caule verde. - Agora sim, disse a professora, podem começar. O menino olhou para a flor da professora e para a sua. Para ele a sua era mais bonita do que a da professora. No entanto não disse nada, simplesmente guardou o seu papel e fez uma flor como a da professora: vermelha com caule verde. No outro dia a professora disse: - Hoje vamos trabalhar com plasticina. Que bom, pensou o menino, pois podia fazer todo o tipo de coisas com a plasticina: serpentes, bonecos de neve, elefantes, carros e caminhões. Começou a apertar e a amassar a bola de plasticina. Mas a professora disse: - Esperem não está na hora de começar! E ele esperou até que todos estivessem preparados. – Agora, disse a professora, vamos fazer serpentes. Que bom pensou o menino, pois gostava muito de fazer serpentes e começou a fazer serpentes de diferentes tamanhos e formas. Mas a professora disse: - Esperem, vou mostrar-vos como se faz uma serpente bem larga. Agora podem começar. O menino olhou para a serpente da professora e para a sua e ele gostava mais da sua, no entanto não disse nada, simplesmente amassou a plasticina numa grande bola, e fez uma grande serpente como a da professora. Assim o menino aprendeu a esperar, a observar e a fazer as coisas como a sua professora. Sucedeu que o menino e a sua família tiveram que se mudar para outra cidade, e o menino teve que freqüentar outra escola. Essa escola era muito maior que a primeira. Justamente no primeiro dia em que foi à escola a professora disse: - Hoje vamos fazer um desenho. Que bom, pensou o menino, e esperou que a professora desse as instruções. Mas ela não disse nada, apenas circulava pela sala. Quando se aproximou do menino disse: - Então não queres desenhar? - Sim, disse o menino, – mas o que vamos fazer? – Não sei, disse a professora, basta que faças um desenho. - E como o farei? Perguntou o menino. - Da maneira que quiseres, disse a professora. - De qualquer cor? Perguntou ele. - De qualquer cor, disse a professora, se todos usassem as mesmas cores e fizessem os mesmos desenhos não teria muito interesse. - Eu não sei, disse o menino, e começou a fazer uma flor vermelha de caule verde".
A música proporciona ao aluno também, inúmeras possibilidades de interação nas diversas áreas, cognitivo, no aumento de repertório e conseqüentemente um melhor desenvolvimento de atividades que se usa na oralidade e na produção de textos, que serão exigidos no futuro.
Como mostram nos nossos estudos, na Grécia Antiga, os filósofos já demonstravam preocupação com o ensino da música na educação, atribuindo a esse ensino importância igual ao ensino da filosofia e da matemática. A música era vista como virtude, essencial, capaz de influenciar o indivíduo.
Para Aristóteles a música modifica o estado de espírito do indivíduo; para Platão é a introdução em seu interior o sentido de ritmo e harmonia.
A música está intimamente ligada à linguagem emocional da espécie humana. Com canções de ninar se embalam bebês há milênios. Segundo Lima (2003), a música, na infância, possibilita desenvolver a oralidade, a orientar o movimento e o ritmo. Nesse sentido, cabe ao professor da educação infantil explorar, por meio da música, os seus diversos ritmos, movimentos, conteúdo cultural e outros.
E esse processo pode ser encaminhado através do Método Laban, que orienta a ver a dança e a música, nas escolas, como cultura e não apenas como entretenimento, resgatando o conhecimento que cada um traz de sua vivência.
Nesse sentido uma proposta de atividade com o objetivo de construir conhecimento e ampliar o repertório cultural dos alunos e também, o repertório iconográfico, além de exercitar a observação de obras de arte.
Trabalhar a obra Ronda Infantil de Candido Portinari (1932)
Apresentar a obra aos alunos e convidá-los a observar a obra silenciosamente, por alguns minutos. A seguir solicitar que eles respondam às questões abaixo, a professora irá destacar os aspectos mais significativos da obra. Explicar que, aqui Ronda, é uma dança de roda em que os participantes dançam de mãos dadas, cantando e movimentando-se em círculos; roda. Aproveitar esse momento e passar também, informações sobre o autor da obra.
Indagar em que circunstâncias eles acham que o pintor capturou a cena. Perguntar também se as crianças posaram para o artista ou se ele apenas observou a cena e a representou ou, ainda, se o artista viveu essa cena quando criança e depois de adulto a representou.
Ronda Infantil, de Candido Portinari (1932)
Os alunos responderão as questões oralmente:
a) O que você vê nessa imagem? b) O que chama mais a sua atenção? c) O que as crianças estão fazendo? d) Você pode imaginar onde elas estão? Será que moram numa grande cidade? e) Que cores mais chamam a atenção na imagem? f) Há meninas e meninos brincando de roda. Por que uma das crianças não está na roda? g) Você consegue imaginar que músicas as crianças estão cantando? h) As crianças que estão brincando são iguais?
Aproveitar a oportunidade e propiciar a audição de outras cantigas. É importante que os alunos aprendam de cor uma variedade de cantigas, para que possam ler, mesmo antes da leitura convencional. Ouvir também é um procedimento que precisa ser aprendido, conforme orientado pela professora Deborah Kemmer. Assim, encaminhar atitudes favoráveis a essa atividade: como por exemplo: ficar em silêncio para usufruir o som e o texto cantado. Introduzir essa atividade, lembrando aos alunos que as brincadeiras de roda sempre são acompanhadas por cantigas.
O QUE É LETRAMENTO?
ResponderExcluirLetramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente,
o tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor;
telegrama de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo o que você pode ser.
Criado por: Kate M. Chong – estudante norte-americana, de origem asiática.
*SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3 Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009
UMA FLOR VERMELHA COM CAULE VERDE
ResponderExcluir"Era uma vez um menino bem pequenino que foi para a escola pela primeira vez. A escola era bem grande e isso deixava-o um pouco inseguro. Uma manhã a sua professora disse: - Hoje vamos fazer um desenho. O menino gostava muito de desenhar e podia fazer todo o tipo de desenhos, leões, tigres, galinhas e vacas, comboios e barcos. Pegou então na sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: - Esperem! Não comecem ainda. E o menino esperou até que todos estivessem preparados. - Agora, disse a professora, vamos desenhar flores. Que bom, pensou o menino, pois gostava muito de desenhar flores, com o lápis vermelho, laranja e azul. Mas a professora disse: - Esperem. Vou mostrar-vos como se faz, e desenhou uma flor no quadro. Era uma flor vermelha com caule verde. - Agora sim, disse a professora, podem começar. O menino olhou para a flor da professora e para a sua. Para ele a sua era mais bonita do que a da professora. No entanto não disse nada, simplesmente guardou o seu papel e fez uma flor como a da professora: vermelha com caule verde. No outro dia a professora disse: - Hoje vamos trabalhar com plasticina. Que bom, pensou o menino, pois podia fazer todo o tipo de coisas com a plasticina: serpentes, bonecos de neve, elefantes, carros e caminhões. Começou a apertar e a amassar a bola de plasticina. Mas a professora disse: - Esperem não está na hora de começar! E ele esperou até que todos estivessem preparados. – Agora, disse a professora, vamos fazer serpentes. Que bom pensou o menino, pois gostava muito de fazer serpentes e começou a fazer serpentes de diferentes tamanhos e formas. Mas a professora disse: - Esperem, vou mostrar-vos como se faz uma serpente bem larga. Agora podem começar. O menino olhou para a serpente da professora e para a sua e ele gostava mais da sua, no entanto não disse nada, simplesmente amassou a plasticina numa grande bola, e fez uma grande serpente como a da professora. Assim o menino aprendeu a esperar, a observar e a fazer as coisas como a sua professora. Sucedeu que o menino e a sua família tiveram que se mudar para outra cidade, e o menino teve que freqüentar outra escola. Essa escola era muito maior que a primeira. Justamente no primeiro dia em que foi à escola a professora disse: - Hoje vamos fazer um desenho. Que bom, pensou o menino, e esperou que a professora desse as instruções. Mas ela não disse nada, apenas circulava pela sala. Quando se aproximou do menino disse: - Então não queres desenhar? - Sim, disse o menino, – mas o que vamos fazer? – Não sei, disse a professora, basta que faças um desenho. - E como o farei? Perguntou o menino. - Da maneira que quiseres, disse a professora. - De qualquer cor? Perguntou ele. - De qualquer cor, disse a professora, se todos usassem as mesmas cores e fizessem os mesmos desenhos não teria muito interesse. - Eu não sei, disse o menino, e começou a fazer uma flor vermelha de caule verde".
A música proporciona ao aluno também, inúmeras possibilidades de interação nas diversas áreas, cognitivo, no aumento de repertório e conseqüentemente um melhor desenvolvimento de atividades que se usa na oralidade e na produção de textos, que serão exigidos no futuro.
ResponderExcluirComo mostram nos nossos estudos, na Grécia Antiga, os filósofos já demonstravam preocupação com o ensino da música na educação, atribuindo a esse ensino importância igual ao ensino da filosofia e da matemática. A música era vista como virtude, essencial, capaz de influenciar o indivíduo.
Para Aristóteles a música modifica o estado de espírito do indivíduo; para Platão é a introdução em seu interior o sentido de ritmo e harmonia.
A música está intimamente ligada à linguagem emocional da espécie humana. Com canções de ninar se embalam bebês há milênios.
Segundo Lima (2003), a música, na infância, possibilita desenvolver a oralidade, a orientar o movimento e o ritmo. Nesse sentido, cabe ao professor da educação infantil explorar, por meio da música, os seus diversos ritmos, movimentos, conteúdo cultural e outros.
E esse processo pode ser encaminhado através do Método Laban, que orienta a ver a dança e a música, nas escolas, como cultura e não apenas como entretenimento, resgatando o conhecimento que cada um traz de sua vivência.
Nesse sentido uma proposta de atividade com o objetivo de construir conhecimento e ampliar o repertório cultural dos alunos e também, o repertório iconográfico, além de exercitar a observação de obras de arte.
Trabalhar a obra Ronda Infantil de Candido Portinari (1932)
Apresentar a obra aos alunos e convidá-los a observar a obra silenciosamente, por alguns minutos. A seguir solicitar que eles respondam às questões abaixo, a professora irá destacar os aspectos mais significativos da obra. Explicar que, aqui Ronda, é uma dança de roda em que os participantes dançam de mãos dadas, cantando e movimentando-se em círculos; roda. Aproveitar esse momento e passar também, informações sobre o autor da obra.
Indagar em que circunstâncias eles acham que o pintor capturou a cena. Perguntar também se as crianças posaram para o artista ou se ele apenas observou a cena e a representou ou, ainda, se o artista viveu essa cena quando criança e depois de adulto a representou.
Ronda Infantil, de Candido Portinari (1932)
Os alunos responderão as questões oralmente:
a) O que você vê nessa imagem?
b) O que chama mais a sua atenção?
c) O que as crianças estão fazendo?
d) Você pode imaginar onde elas estão? Será que moram numa grande cidade?
e) Que cores mais chamam a atenção na imagem?
f) Há meninas e meninos brincando de roda. Por que uma das crianças não está na roda?
g) Você consegue imaginar que músicas as crianças estão cantando?
h) As crianças que estão brincando são iguais?
Aproveitar a oportunidade e propiciar a audição de outras cantigas. É importante que os alunos aprendam de cor uma variedade de cantigas, para que possam ler, mesmo antes da leitura convencional. Ouvir também é um procedimento que precisa ser aprendido, conforme orientado pela professora Deborah Kemmer. Assim, encaminhar atitudes favoráveis a essa atividade: como por exemplo: ficar em silêncio para usufruir o som e o texto cantado. Introduzir essa atividade, lembrando aos alunos que as brincadeiras de roda sempre são acompanhadas por cantigas.